30.12.08

O velho Agora

O tempo me arrastou daqui. Conheci outro mundo. Tudo quieto, parado. Ninguém se mexia, nem sorria. O estado inerte das coisas fez-se claro em minha tesa ignorância. Percebi o sentido do caminhar, do avançar, do sempre estar em movimento. Voltei e me pus a contar sobre o lado paralítico da nossa existência. Ninguém gostou, nem desgostou, continuaram a reclamar: "Por que não paramos o tempo? Por que tudo passa tão depressa?" Ora, congele-se e nem o frio sentirás, meu caro. Caminho porque meus pés afagam a terra e acariciam o teu caminho. Insuportável é transparecer estupidez e impaciência para andar sempre à frente. Aí, o tempo atropela, mata e finda. Ainda não chegamos ao fim graças a ti e a mim, sempre andando no compasso certo da eterna busca pela palavra perfeita.

No mais pessimista dos pensamentos, felizes os anos velhos.
No mais otimista, são velhos os anos felizes. Talvez nostálgico demais.

Um beijo para todos com muito carinho, respeito, justiça e poesia.
Sem isso, não somos e nem seremos.

Ser realista: só ser por si só não basta. Tem que ter algo mais. Uma serenidade palpável, um sorriso amável, um coração, um ser humano. Um novo tempo.

Feliz 2009!

5 comentários:

Mariáh disse...

Curti... Feliz 2009 pra ti tb ;)

Fani disse...

Gosto-te. Não te conheço, mas tuas palavras me preenchem de certa forma. Beijos.

Um Lugar Chamado 'Nothing is real' disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Um Lugar Chamado 'Nothing is real' disse...

Difícil é ser (só) humano nestes tempos tão desumanos. Em pensar que, enquanto nós dormimos, há uma guerra acontecendo dentro de cada um. Que todas tenham um feliz final... um feliz 2009.

Grazi Rodrigues disse...

Atualiza, pô!

=]